Acredito que o futuro das organizações está na construção de ambientes onde os interesses das empresas e os interesses das pessoas se encontram — e se fortalecem mutuamente. Minha atuação parte do princípio de que o crescimento sustentável de uma empresa nasce do equilíbrio entre resultados e bem-estar de seus times.
Não se trata de escolher entre produtividade ou saúde mental, inovação ou segurança psicológica, metas ou significado. É possível — e necessário — integrar tudo isso em uma cultura organizacional mais humana, madura e consciente.
Valorizo relações de confiança, escuta ativa, liderança educadora e o desenvolvimento de competências socioemocionais que alinham propósito, pertencimento e performance. Criando espaços de aprendizagem onde o potencial humano de fato se realize.
Trabalho para que empresas prosperem ao mesmo tempo em que promovem dignidade, engajamento e realização para suas pessoas.
Nosso compromisso é com a construção de pontes: entre lucro e cuidado, entre estratégia e humanidade, entre a visão de negócio e o que move as pessoas a entregar o seu melhor. Porque onde há convergência, há potência.

Cursos

Curso: Imersão em Gestão dos Riscos Psicossociais no Trabalho

Objetivo: Sensibilizar, informar, orientar e ampliar conhecimentos expandindo a visão e a consciência de modo a capacitar profissionais de forma técnica e humana para a implantação de um novo modelo de gestão orientado para os fatores de riscos psicossociais no trabalho.

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Curso: Capacitação em Avaliação Psicossocial

Objetivo: Capacitar psicólogos para a realização da pesquisa para mapeamento dos fatores de riscos psicossociais junto ao ambiente organizacional, e para a avaliação dos riscos psicossociais no trabalho, atendendo as exigências legais através de uma metodologia específica, pioneira e diferenciada que visa qualificar o trabalho do profissional psicólogo.

Curso: Intervenção Psicossocial nas Organizações

Objetivo: Capacitar psicólogos para a dar atendimentos grupais ou individuais a trabalhadores que necessitem de apoio ou orientação breve para lidar com as demandas psicossociais do dia a dia, aliviando o sofrimento e permitindo uma melhor readaptação ao trabalho.
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Serviços

Avaliação Dos Riscos Psicossociais No Trabalho

Trata de uma atividade individual que busca investigar as condições psicológicas de enfrentamento do trabalhador para lidar com os fatores de riscos psicossociais no trabalho de forma a proteger sua saúde mental.

Assessoria Em Gestão De Pessoas

Este trabalho apoia e subsidia o RH na gestão de pessoas com abordagens que variam conforme as demandas e cultura organizacional.

Mapeamentos Dos Fatores De Riscos No Trabalho

Refere-se a pesquisa dos fatores de riscos psicossociais no trabalho realizada em toda população com objetivo de subsidiar o plano de intervenções que deverão eliminar ou mitigar os danos causados à saúde mental do trabalhador.

Assessoria E Treinamento Em Saúde Mental Corporativa

Trata de capacitar e preparar equipes e profissionais para lidar com as demandas de saúde mental desde a identificação de demandas, até a abordagem mais adequada a cada situação.

Desenvolvimento De Liderança Educadora

Treinamento para líderes na dimensão atitudinal desenvolvendo maior empoderamento na influência praticada sobre as pessoas percebendo sua dimensão sócio emocional para criar ambientes de aprendizagem psicologicamente seguros.

Palestras

Sobre temas relacionados a sustentabilidade humana nas organizações: Gestão dos Riscos Psicossociais, Saúde Mental Corporativa, Segurança Psicológica, Competência SocioEmocional, entre outros

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Empresas Atendidas

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Cursos Realizados

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Treinamentos in Company

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Mentorias Ministradas

Minha História. A formação em Psicologia sempre me conduziu a conexões apoiadas na ciência do comportamento e em valores fundamentais de respeito, amor e confiança, com o propósito de levar bem-estar, autoconhecimento e consciência para o início de uma jornada de construção e transformação de vidas e negócios. Formação em Coaching ´pela Sociedade Brasileira de Coaching.
• Certificação em Facilitadora para o desenvolvimento de Inteligência Emocional pela Com Propósito;
• Certificação Internacional em Primeiros Socorros em Saúde Mental pela Inia Health.

Em 2006, fui chamada a realizar a avaliação dos riscos psicossociais no trabalho. Ao perceber que não havia metodologia e nem mesmo literatura sobre o tema, dei início a um trabalho de pesquisa para assim, consolidar um caminho ético e fidedigno para esta atividade. Logo em seguida, ficou claro que seria imediato a preparação para a implantação da gestão dos riscos psicossociais no trabalho, dando sustentação as práticas preventivas de acidente de trabalho e de adoecimento mental. Desde então, publiquei:

• Avaliação Psicossocial – Psicologia Aplicada a Segurança no Trabalho, pela editora Vetor/SP, em 2018;
• Psicologia para Saúde Mental e Segurança no Trabalho, pela editora Artesã/BH, em 2023;
• Coautora do Compêndio de Lições Aprendidas em SST, pela editora Nelpa, 2022.

Hoje, atuo como consultora em todo território nacional, mentora, escritora e docente em MBA sobre fatores humanos pelo Instituto Rui Barbosa.

Lúcia Sebben

Depoimentos que inspiram!

Artigos

A segurança psicológica e a cultura do cancelamento

Segurança psicológica é uma crença compartilhada pelos membros de uma equipe, de que a equipe é segura para a tomada de riscos interpessoais” – Dra. Amy Edmondson

Este conceito surgiu a parti de uma pesquisa que o Google solicitou a Harvard para buscar respostas a uma pergunta: O QUE TORNA UMA EQUIPE EFICENTE? Esta pesquisa foi coordenada pela Dra. Amy Edmondson com 180 equipes de diferentes equipes no mundo e ganhou o nome de PROJETO ARISTÓTELES fazendo alusão a ao pensador que afirmava que “o todo é maior que a soma das partes”.

Esta pesquisa trouxe resultados surpreendentes ao time de pesquisadores apontando que a melhor forma de obter eficiência de um time seria:

Segurança psicológica: É a percepção que um indivíduo tem sobre as consequências de assumir um risco interpessoal. Indica o conforto de uma pessoa em discordar das outras e defender seus pontos de vista.
Confiabilidade: É a expectativa de finalizar o trabalho com qualidade dentro do prazo e a capacidade de acreditar que todos tomarão essa atitude.
Estrutura e clareza: Consiste na garantia de que todos sabem o que é esperado deles e dos processos que devem ser seguidos. As metas estão incluídas nesse critério.
Significado: É o senso de propósito, tanto no nível individual quanto coletivo.
Impacto: Refere-se à percepção de que o trabalho executado é importante para a organização.
O Primeiro item foi o que se destacou, revelando que as pessoas produzem mais e melhor quando se sentem seguras para serem elas mesmas, ou seja, um ambiente de segurança psicológica é caracterizado pela segurança que os membros da equipe têm em expressar suas opiniões, darem ideias, fazerem perguntas, e principalmente, caso alguém tenha cometido um erro, em saber que a equipe estará lá para ajudá-lo, e não para culpá-lo, tornando o erro uma experiência de aprendizado.

No entanto, vivemos tempos em que falar o que pensamos pode se tornar motivo de conflitos, confrontos e até mesmo ruptura nos relacionamentos. A intolerância caracteriza nossa cena atual gerando divisão e afastamentos entre as pessoas. É inegável a censura nas redes sociais e forte represália àqueles que se manifestam livremente para expressar suas ideias, opiniões ou sentimentos.

Por outro lado, todos os especialistas em comportamento e gestão de pessoas revelam que a maneira mais eficiente de se estimular a produtividade, motivação e a inovação é através da liberdade e da segurança de poder se expressar de forma autêntica, aberta e sincera. A segurança psicológica preconiza 4 estágios para que seja estabelecida: segurança para se expressar, para interagir, para pertencer e para aprender. Significa que é seguro para os membros da equipe trazerem ideias, discordarem e questionarem o status quo sem serem intimidado, é seguro para os membros da equipe pedirem ajuda, participarem de conversas difíceis, dar e receber feedback, engajarem com seus colegas e iniciarem e manterem um diálogo, é seguro inovar, trazer ideias, dizer que não sabem algo ou aprender com seus erros, e é seguro para os membros da equipe sentirem-se valorizada, reconhecidos, apoiados e com sentimento que não serão rejeitados.

A Segurança Psicologia se torna hoje um grande desafio para as organizações que precisam de equipes produtivas, motivadas e criativas se quiserem enfrentar crises econômicas mundiais cada vez mais determinantes de seu futuro. Outro aspecto animador frente a este conceito, diz respeito a um ambiente mais saudável, que contempla as demandas emocionais e psicológicas das pessoas permitindo assim, uma maior proteção a saúde mental.

Em tempos em que a depressão, a ansiedade e o estresse apontam como os principais motivos de afastamento do trabalho e o Burnout já acomete 30% da população brasileira ativa no trabalho, parece ser um caminho não interessante como também necessário.

Assédio no Brasil cresce e passa a ser assunto dos especialistas em segurança

A Portaria 4.129 do Ministério do Trabalho e Previdência também altera a denominação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio, e orienta a realizar as seguintes ações:

– Incluir temas referentes à prevenção e ao combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho nas suas atividades e práticas;
– Treinamento de Prevenção e Combate ao Assédio Sexual e outras formas de violência no trabalho;
– Inclusão de regras de conduta a respeito do assédio sexual e de outras formas de violência nas normas internas da empresa, com ampla divulgação do seu conteúdo aos empregados e às empregadas;
– Fixação de procedimentos para recebimento e acompanhamento das denúncias para apuração dos fatos.

O assédio sexual é crime, segundo o artigo 216/A do Código Penal, desde 15 de maio de 2001. Assim, os praticantes podem ser presos, cumprindo pena de até 2 anos. No entanto, se a vítima tiver menos de 18 anos, a penalidade é ampliada em um terço. Abaixo dos 14 anos, o caso já se enquadra em estupro de vulnerável, tendo uma pena ainda maior. E ainda, existem outras particularidades que podem fazer o crime elevar a penalização. Por exemplo, se ele foi praticado conjuntamente por duas ou mais pessoas e se houver um parentesco com a vítima. O agressor pode ser demitido por justa causa, penalizado e chamado a indenizar a vítima.

De acordo com a CGU (Controladoria Geral da União) O assédio pode ser configurado como condutas abusivas exaradas por meio de palavras, comportamentos, atos, gestos, escritos que podem trazer danos à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pôr em perigo o seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho. De acordo com CNJ (Conselho Nacional da Justiça) toda conduta abusiva, a exemplo de gestos, palavras e atitudes que se repitam de forma sistemática, atingindo a dignidade ou integridade psíquica ou física de um trabalhador”. Exemplos:

– Contestar ou criticar constantemente o trabalho da pessoa
– Sobrecarregá-la com novas tarefas ou deixá-la propositalmente no ócio, provocando a sensação de inutilidade e incompetência
– Ignorar deliberadamente a presença da vítima
– Divulgar boatos ofensivos sobre a sua pessoa
– Dirigir-se a ela aos gritos
– Ameaçar sua integridade física

TIPOS DE ASSÉDIO:

STALKING (perseguição em inglês) é a perseguição decorrente de uma obsessão que invade a intimidade da vítima, incluindo contato insistente.

BULLYING é a banalização e/ou atribuição de características pessoais a determinado indivíduo, quando, geralmente em tom de brincadeira, este é exposto de forma negativa perante os demais. O termo se originou na língua inglesa: “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. Essas agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, vindas de um grupo ou de um só indivíduo.

ASSÉDIO MORAL é a conduta e atos abusivos com palavras, xingamentos, acusações, comportamentos entre outros que causam exposição, humilhação e constrangimento. O intuito é desestabilizar a vítima por meio de ações diretas ou indiretas.

ASSÉDIO SEXUAL são as práticas que geram insinuações sexuais, chantagem e intimidação no ambiente de trabalho com objetivo de obter vantagens ou favores sexuais. É mais comum com as mulheres, mas pode acontecer com qualquer gênero. Segundo a OIT,  “a conduta de natureza sexual, manifestada fisicamente, por palavras, gestos ou outros meios, propostas ou impostas a pessoas contra sua vontade, causando-lhe constrangimento e violando a sua liberdade sexual”.

As consequências são desastrosas para todos os envolvidos. Para a empresa, ocorre uma imediata diminuição da autoestima do servidor, desmotivação e perda do engajamento, produtividade reduzida, rotatividade de pessoal, aumento de erros e acidentes, absenteísmo, licenças médicas frequentes e uma importante exposição negativa da imagem da empresa que passa a ser questionada por permitir que tal abuso ocorra. No entanto, é óbvio que o maior atingido é o trabalhador que sofre impacto em sua saúde mental gerando estresse, podendo chegar a desenvolver ainda transtornos de ansiedade, depressão, síndrome de Burnout, e em casos mais graves, tentativa de suicídio.

MAS QUEM PODE IDENTIFICAR O ASSÉDIO?

  • LÍDERES E GESTORES. É preciso que haja uma relação de transparência e de confiança para que as pessoas se sintam psicologicamente seguras em conversar e pedir ajuda. Lideranças julgadoras, tóxicas e pouco empáticas não contribuem para esta abertura.
  • SETOR DE RH. Os profissionais de RH devem se mostrar receptivos e abertos praticando ações de aproximação, abordagens de interesse e apoio oferecendo espaço para o diálogo.
  • RODAS DE CONVERSA. São práticas preventivas que ajudam a identificar os vulneráveis ou aqueles que demonstram a necessidade de maior apoio e escuta. Quando necessário, se sugere um atendimento individual, porém, sem pressionar.
  • CANAL DE DENÚNCIA. Além de ser uma exigência legal, este canal permite que estas situações sejam apontadas e identificadas estimulando a vítima a buscar ajuda.
  • OBSERVAÇÃO NO CLIMA E NOS COMPORTAMENTOS. Comentários e piadas sexuais, Convites com possíveis segundas intenções, Toques desnecessários e sem consentimento, Brincadeiras sexistas, Comentários constrangedores.

O QUE PODE SER FEITO PARA MUDAR ESSA REALIDADE?

Tudo passa por uma profunda e atenta revisão da cultura organizacional, observando os processos, políticas, clima, modelo de gestão, valores e crenças praticados. Se faz essencial que se avalie a postura dos líderes e as diretrizes utilizadas para enfrentamento de situações como esta. Nos processos de seleção de pessoas, cabe identificar traços de caráter, valores éticos e princípios de modo a filtrar o perfil desejado. E por fim, campanhas de valorização da diversidade e de inclusão também contribuem para inibir o assédio e toda conduta invasiva e desrespeitosa.

Observe os 8 sinais de que o acidente de trabalho está prestes a acontecer

Um acidente não acontece por acaso. Bastam alguns elementos materiais e humanos para que  as condições se formem. Por exemplo, uma pessoa desatenta, triste e ansiosa trabalhando em  altura, ou mesmo com um equipamento perigoso podem juntos, desencadear um triste final.  Sabemos que, muito antes de acontecer um acidente, ou um incidente o trabalhador revela  indícios através de seu comportamento. 

Por isso, pode ser evitado, desde que haja por parte do gestor um olhar tento e interessado. Havendo empatia, atenção e um genuíno interesse por parte do líder, em ter sua equipe  segura e saudável muitas situações de acidente podem ser prevenidas. 

Observe os sinais que indicam que o acidente está a caminho: 

  1. Estresse físico, mental ou emocional manifesto pela fadiga, confusão, desatenção,  irritação ou ansiedade. 
  2. Sobrecarga de atividade ou de carga horária.  
  3. Desatenção e distraimento com coisas importantes agindo com desleixo, deixando  passar ações relevantes a sua segurança. 
  4. Não saber dizer não. Aceita tudo que lhe é solicitado e não respeita seus limites. 5. Descuido no uso de EPIs, ou porque não usa, ou porque usa inadequadamente. 6. Desrespeito as normas de segurança, pula procedimentos e trabalha com pressa desmerecendo sua importância. 
  5. Negação dos riscos. Não acha nada perigoso e comporta-se no piloto-automático acreditando que nada vai acontecer e supervaloriza sua experiência. 
  6. Desânimo, tristeza evidente, baixa energia e atitudes que revelam a desvalorização de  si mesmo. 

Observe falas do tipo: “Nunca me acidentei em todos estes anos.” Ou “Pode deixar que eu  faço tudo, não preciso de ajuda.” Ou “Acho um exagero essas normas, consigo fazer mais  rápido.” Ou ainda um olhar cabisbaixo, com expressão triste. Ou ainda atitudes agitadas,  negligentes, atropelando processos, com pressa e uma certa dose de irritação.  

Como aborda bem o livro “O Corpo fala” de Pierre Wiel, as pessoas se expressam  naturalmente e através de seus movimentos, atitudes, expressão facial ou corporal revelam o  que se passa em sua mente e em seu interior. Faça a leitura, chame para uma conversa,  ofereça ajuda e demonstre seu interesse. Assim age um líder orientado para a saúde e a  segurança de sua equipe. 

Alguns dizem que, “fulano está assim só para chamar atenção!” Porém, esta tal tentativa de  chamar atenção pode ser um pedido de ajuda, ou um sinalizador de que este colaborador não  está bem. Ignorar pode ser a pior escolha. Banalizar o estresse também é um grande engano.  Do mesmo modo, esquecimentos com relação aos EPIs, erros banais nos procedimentos ou  alguma F 

Fique atento! Desta forma, o líder estará demonstrando a toda equipe, que está atento e que  se interessa pela qualidade de vida no trabalho e pela saúde de todos. Atitudes de proteção,  de valorização e respeito transmitem a ideia de que a vida tem valor, o que pode passar a ser  um estímulo a motivação e ao desempenho. Um líder ensina com ATITUDES e não com  PALAVRAS.

Não existe vacina para fadiga pandêmica

Ouvi em um documentário realizado na China, que a solução da pandemia não viria da ciência médica, mas da  ciência do comportamento. E não tenho dúvida sobre isso. Passado algum tempo de distanciamento social, uso de  máscaras e inúmeras restrições, as pessoas demonstram claramente sua exaustão e a busca pela retomada do  antigo normal. Aliado ao início do calendário de vacinação, que parece trazer novas esperanças e portanto, a ilusão  de que a solução chegou.  

Com isso, temos neste momento, uma ocupação recorde das UTIs no estado do Rio Grande do Sul, bandeira preta  em todo Estado, e no Brasil vivemos há mais de 1 mês mais de 1000 mortes por dia batendo seu próprio record  diariamente. 

Esta nova onda se caracteriza pelo período de férias de verão quando todos querem viajar, pelo início do calendário  de vacinação e pelo aparecimento de variantes do vírus que ainda está em estudo. Soma-se a este cenário, a  necessidade de retomada da economia, de reabertura das escolas levando a comportamentos na contramão da  demanda pandêmica. 

Porém, onde achar forças para o distanciamento e tantas outras restrições quando já não aguentamos mais e a  saúde mental pede por atenção? Uma nova onda de emoções e de dificuldades psicológicas, porém sem os cuidados  necessários. Alguns já adotaram algumas práticas de autocuidado, enquanto outros ainda resistem e negam. A OMS alerta para a disparada dos casos de estresse, ansiedade e depressão como uma grave consequência do cenário  atual. Empresas, famílias e o cidadão ainda opta pela negação e por reações de fuga frente as emoções e seus  transtornos, esquecendo que para este mal não existe vacina, mas sim conscientização e sensibilidade ao lidar  consigo mesmo e com os demais. O custo psicológico das restrições é imenso. Estamos todos emocionalmente  doentes em alguma medida. Precisamos ser capazes de ajudar a si mesmo, para somente depois disso, ajudarmos  aos outros! 

A Ordem dos Psicólogos de Portugal leva a população um guia de orientações sobre os cuidados com suas emoções,  e insistem na importância de praticá-los, ainda que isso represente a criação de novos hábitos e exija adaptação a  novos tempos. 

Veja a seguir: 

  1. Pratique afeto com quem ama, com quem seja gratos ou se preocupe.
  2. Intensifique a conexão, mesmo a distância. Não deixe de interagir com as pessoas, ainda que de  forma virtual. 
  3. Modere o consumo de informação sobre a pandemia. Um acesso diário apenas para atualização é  suficiente. Evite as notícias falas e cuidado com redes sociais. 
  4. Reorganize a rotina. Administre seu tempo e dívida de forma que haja espaço para todas as novas  práticas que forem necessárias. 
  5. Dieta, exercício e boas noites de sono. Esta é uma questão física que implica em impactos na saúde  mental devido aos hormônios produzidos. 
  6. Dê atenção a si mesmo. Isso não é egoísmo. É inteligência emocional! 

Abordar a saúde mental no trabalho, na família ou entre amigos passa a ser prioridade. Mais do que nunca! Não  podemos mais negar ou adiar estas necessidades urgentes que deterioram vidas, destroem família e derrubam  relacionamentos. Construa sua rede de apoio, dê atenção as suas demandas emocionais, ajude e peça ajuda. Tudo  pode ser possível se soubermos acolher a nós mesmos com empatia e compaixão. 

Sim, é possível lidar com aspectos emocionais, sem extrapolar os limites de um ambiente laboral. É possível sim, um  gestor cuidar de sua equipe, sem ter que sentir-se “solucionador” de seus problemas, ou sem ter que assumir uma  função de terapeuta em um ambiente de trabalho. 

Para então contribuir com esta proposta ao papel do líder, deixo aqui algumas sugestões simples, acompanhadas de  algumas reflexões que poderão encaminhar gestores a uma nova postura diante de seus times, e assim,  influenciando na construção de culturas mais humanas e saudáveis para todos.

 GUIA DE ORIENTAÇÃO AO GESTOR PARA ENFRENTAMENTO AOS RISCOS PSICOSSOCIAIS:

✓ O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A MOTIVAÇÃO DAS PESSOAS NO TRABALHO? 

✓ POR QUE SE IMPORTAR COM O SOFRIMENTO DO OUTRO? 

✓ DE QUE FORMA A SAÚDE MENTAL AFETA O TRABALHO? 

SEU COMPORTAMENTO: 

  1. Conheça sua equipe. 
  2. “Sinta” o que se passa com cada um. 
  3. Aproxime-se, sem forçar o espaço. 
  4. Demonstre verdadeiro interesse pela pessoa. 
  5. Escute, ouça e preste atenção, com empatia. 
  6. Demonstre compreensão. 
  7. Ajude o outro a pensar sobre o que se passa, compreendendo a situação com clareza e sem distorções. 8. Avalie junto, quais as alternativas de solução que possam diminuir seu sofrimento/estresse. O que já foi  tentado e que resultados obteve. 
  8. Expresse otimismo, afeto e esperança. Deixe que o outro sinta seu apoio e se sinta amparado e acolhido. 10. Demonstre que acredita em sua força e capacidade de superar as dificuldades. Destaque seus potenciais e  ajude-o a acreditar em si mesmo. 

SUAS ATITUDES: 

  1. Amor pelo outro. Interesse-se pelo bem-estar do outro verdadeiramente.
  2. Seja autêntico.
  3. Interesse. Tenho vontade de ajudar. 
  4. Respeito aos limites de cada um. Cada um tem seu tempo. 
  5. Colaboração. Demonstre que quer ajudar. 
  6. Otimismo. Acredite em soluções. 
  7. Empatia. Ouça com atenção. 
  8. Compreensão. Não julgue, apenas entenda as razões do outro. 
  9. Inspire com bons sentimentos

Risco Psicossocial e suas Interferências no Trabalho

Por muito tempo acreditou-se que os riscos existentes no trabalho eram oriundos de máquinas, equipamentos, produtos, do ambiente ou ainda por negligência às normas de segurança, o que então era chamado de “falha humana”. Para serem melhor compreendidos, os riscos eram classificados como físico, químico, mecânico, biológico ou ergonômico. Entre os ergonômicos observamos tudo o que contempla o limite físico, cognitivo e psicológico do indivíduo. Pois bem, este limite psicológico passou a ser discutido com maior atenção desde a criança da NR 33 em 2006 quando a avaliação psicossocial passou a ser exigida na contratação e periodicamente, para todos que trabalham em espaço confinado. Diante disso, surge a necessidade de compreender o que é RISCO PSICOSSOCIAL para posteriormente entender do que trata uma avaliação psicossocial. Então vamos lá. O termo psicossocial refere-se a tudo que influencia o funcionamento psicológico do indivíduo, ou seja, família, amigos, trabalho repercutindo em seu comportamento. Vamos considerar o princípio básico da ação e reação que compreende que nosso comportamento é produto de tudo que vivemos, sentimos, pensamos e desejamos e por isso, este resultado poderá ser favorável ou não as pessoas que expõem a funções perigosas. Então, o risco psicossocial compreende tudo o que influencia a saúde mental do indivíduo partindo das tensões de sua vida diária e de tudo que é vivido pelo indivíduo como algo adverso. Pode ser experimentado do ambiente familiar (fig. 1) ou do trabalho (Fig. 2), e sendo causador de estresse, diminuição da qualidade de vida, redução da motivação e da capacidade produtiva.

Assim, considerando esta dinâmica, cabe a pergunta: Como é possível um indivíduo desempenhar-se deixando de lado suas preocupações pessoais e angustias familiares? Como o indivíduo que termina um dia de trabalho exaustivo, com emergências de segurança, cobranças e pressões por produtividades ou ainda com um clima tenso e sem cooperação entre colegas e líderes, pode chegar bem em casa para conviver com sua família?

A verdade sobre isso é que podemos controlar e até mesmo em certa medida disfarçar nosso sentimentos e pensamentos através do comportamento fazendo o ajuste possível para cada situação. Mas não podemos mudar nossos sentimentos e emoções mais primitivas e profundas. Para exemplificar isso, podemos citar os medos mais básicos presentes na mente de todo indivíduo em momentos específicos: medo do desemprego, de passar fome, de fazer dividas, de perder a família, os amigos, medo de ficar doente, medo de morrer, ou ainda de sofrer alguma violência ou acidente. Essa emoção não pode ser evitada. E muito menos negada. Devemos reconhecer, aceitar e respeitar sua presença, e dar a devida atenção ao tanto que isso pode colocar o indivíduo em uma situação vulnerável diante do ambiente de risco que se faz presente no trabalho. Compreender a aceitar a influência do risco psicossocial no trabalho implica em rever conceitos e quebrar paradigmas. Não é mais possível aceitar a ideia de que as pessoas devam deixar seus problemas em casa para irem trabalhar tranquilas e felizes e dar o melhor de si produzindo ao máximo. Essa crença impede a gestão do risco psicossocial na medida em que nega o seu impacto no comportamento laboral de qualquer profissional. Acredito que venha daí a explicação para muitos acidentes e emergências que, com frequência, são explicados como “falhas operacionais” ou “erro de procedimento” minimizando e simplificando sua solução através de novos treinamentos técnicos e de reciclagem. Em alguns casos, vejo até mesmo um certo cunho pejorativo sobre o acidentado que passa a ser visto como negligente diante de sua segurança. E neste aspecto vou além e arrisco uma reflexão: seria mais fácil para as organizações tratarem das causas dos acidentes ignorando algo tão imaterial e difícil de ser gestionado, optando por simplificar em respostas materiais e de mais fácil alcance? Assim como menos comprometedor por não precisar ater-se aos aspectos pessoais de cada um? A busca por estas respostas veio da questão: Por que uma pessoa com grande experiência e acidente, que jamais se acidentou e ministra treinamentos de segurança, em um dado momento se acidenta fatalmente? Certamente a resposta não é falta de preparo e qualificação. E a resposta certa vai além de aspectos operacionais e técnicos. Se quisermos encontrar a origem de acidentes e emergências devemos aceitar, respeitar e compreender como cada indivíduo reage ao risco psicossocial para tratar de sua realidade de modo a ajustá-la a organização e vice-versa.

Avaliação Psicossocial e a NR33

Esclarece sobre esta nova prática para psicólogos e a origem desta demanda através das demandas do Ministério do Trabalho.

Tendo em vista a segurança dos profissionais que trabalham em ambientes confinados, o Ministério do Trabalho, através da NR-33 passa a exigir de todas as empresas, a Avaliação Psicossocial. Espaço confinado, de acordo com a NR-33, “é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio”.

Esta avaliação deve ser feita por psicólogos nos processos de seleção e também periodicamente, visando investigar as reais condições psicológicas do individuo para trabalhar em segurança em locais confinados, sem por em risco a si mesmo e aos colegas.

A avaliação psicossocial contempla a avaliação de aspectos clínicos e laborais, que compõem o perfil psicológico do indivíduo em espaço confinado. Entende-se que seja fundamental a pessoa estar em condições psicológicas que permitam seu desempenho em um ambiente desfavorável, sem o risco de perda do autocontrole diante de situações inusitadas e/ou de risco.

Assim, a Sebben Consultor ia, através de uma metodologia exclusiva, investiga 4 grupos comportamentais visando à composição da avaliação psicossocial. São eles: qualidade de desempenho na tarefa, segurança e saúde do trabalhador, meio ambiente e equilíbrio emocional. Cada grupo comportamental é avaliado através da análise de 6 competências/atitudes específicas que permitirão o entendimento do individuo para lidar com situações de risco ou estresse.

Durante o processo seletivo, pode-se ter algum tipo de cuidado realizando o já conhecido psicotécnico, mas que terá sido feito com foco laboral e não clínico, deixando de lado os reais fatores desencadeantes de acidentes, sem dar o aprofundamento necessário à função.

Cabe ainda, salientar que, mesmo a pessoa sendo contratada com condições adequadas de saúde física e mental, ao longo do tempo, poderá estar desenvolvendo desordens como, por exemplo, a síndrome do pânico, depressão, transtornos de ansiedade, entre outras, o que reforça a necessidade de reavaliações periódicas.

O que fica evidente é a crescente preocupação com a segurança das pessoas que de fato trabalham em ambientes hostis e que podem estar desencadeando doenças não só de ordem fisiológica, mas, sobretudo psicológica, e que não podem ser diagnosticadas por seus gestores por falta de conhecimento do assunto.

Esta norma está em vigor desde dezembro de 2006, portaria SIT nº202.22, ainda não sendo bem conhecida por muitas empresas, porém já vem gerando algumas autuações causando reocupação aos gestores. As DRTs (Delegacia Regional do Trabalho) ainda não possuem uma formatação específica para a apresentação da Avaliação Psicossocial, mas exige a observação destes fatores e a assinatura de um psicólogo responsável registrado em seu conselho.

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